segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ordenação


[Fotografia SaraCosta]


Sim….de todas as coisas, eu parto do principio!

De todos os princípios eu retiro a complexidade de todas as conclusões, a possibilidade de algo ser ou não ser – a antecedência de tudo. Se o tempo não fosse escasso ficaria, certamente, sentada daquela pedra dura que é a consciência, a seleccionar todas as hipóteses – o Sentido de todas as coisas inacabadas.

É possível determinar algo incompleto. Incerto?
É! Eu tornar-me-ei Infinitamente inacabada…
A minha alma saberá que o Eu me falta?


Saberá, apenas, que o incompleto nunca será finalizado e que só poderei viver com um número indeterminado de dúvidas metódicas.
O “ser feliz” não é o objectivo de todas as minhas acções, não é o capítulo final do livro que deixei fechado na praia [a secar no Sol de Inverno] é, somente, encontrar o conforto da Vida, e eu não o quero encontrar, não quero! Não me quero habituar demasiado à vida, não quero! Ela um dia há-de me fugir, e o “ser feliz” desaparece… Então, onde fica a eternidade de Mim?
Não me quero prisioneira de tal desventura. – Entre arranjos mecanizados. Sistemáticos. O pavoroso Ritmo da Felicidade…

Sim, de todas as coisas eu retiro o pó, e banho-me de minuciosas bactérias.
[Sim, eu não possuo o principio de Nada.]

1 comentário:

Sophia. disse...

''Saberá, apenas, que o incompleto nunca será finalizado e que só poderei viver com um número indeterminado de dúvidas metódicas.
O “ser feliz” não é o objectivo de todas as minhas acções, não é o capítulo final do livro que deixei fechado na praia [a secar no Sol de Inverno] é, somente, encontrar o conforto da Vida, e eu não o quero encontrar, não quero! Não me quero habituar demasiado à vida, não quero! Ela um dia há-de me fugir, e o “ser feliz” desaparece… Então, onde fica a eternidade de Mim? ''

Acreditas se te disser que já li isto umas 6 vezes? Não estou a mentir.
Muitos parabéns. *